14
Nov25
Onda do Norte...
ROMI

Serenem as marés,
acalmem as gaivotas,
naufraguem as mágoas.
Aproveitem a dormência
da espuma rendida…
A onda do Norte vai acordar,
renovar-se em tornado,
num tsunami de raiva
que arrasa em sintonia depravada.
E baila. E redopia. Desatina! E volta a bailar.
Ecoam gritos molhados,
gargalhadas salgadas,
como se fossem pranto.
E a onda do Norte cai desamparada.
É o deixar-se ir
como o último suspiro,
ampliado na perpendicular
de uma prece.
